A TecMinho/Gabinete de Formação Contínua da Universidade do Minho promoveu, ontem, o Seminário “e-Learning 2.0 - Inovação e Pedagogia” no Centro de Congressos da Exponor.
O evento, integrado na Feira Qualific@ - Feira de Educação, Formação, Juventude e Emprego, foi dedicado às pedagogias do e-learning, focando uma série de experências levadas a cabo por universidades, empresas e corporações na promoção de aprendizagens significativas para os alunos, formandos e profissionais portugueses.
Neste evento foram apresentadas ferramentas informáticas e plataformas de suporte ao e-learning, para além de projectos inovadores do ponto de vista tecnológico, pedagógico e social.
O leque de oradores foi de grande qualidade.
O programa foi o seguinte:
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Parte I - INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
Sessão moderada pelo Paulo Dias, Universidade do Minho.- CASPOE: Sistema para a Reutilização de Objectos de Aprendizagem
Carlos Vaz de Carvalho e Isabel Azevedo, ISEP - Instituto Politécnico do Porto -
Ferramentas inovadoras e conteúdos para eLearning
Arnaldo Santos e Lúcia Moreira, PT Inovação -
Repositório e-learning da TecMinho/UMinho
Ana Dias e José Carvalho, TecMinho-UM
- CASPOE: Sistema para a Reutilização de Objectos de Aprendizagem
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Parte II: INOVAÇÃO PEDAGÓGICA
Sessão Moderada por Ana Augusta Silva Dias, TecMinho-UM-
Inovação Pedagógica na UP
Rita Falcão, IRIC, Universidade do Porto -
Ensino da Toxicologia no âmbito do Projecto e-learningUP
Fernando Remião, Fac. Farmácia, Universidade do Porto -
Second Life e Educação
Luís F. Pedro, Universidade de Aveiro -
Inovação e Tecnologia na UM
Filipe Rocha, SAPIA, Universidade do Minho -
Aprendizagem em Rede - O caso da AML
Ricardo Branco, Área Metropolitana de Lisboa -
Projecto e-Conhecimento da TAP
Jorge Santos Farromba, Centro e-learning TAP
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Do debate, aqui ficam algumas das minhas notas:
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A produção de conteúdo para e-learning, seja para o ensino superior ou para a formação profissional, não deve descurar os aspectos associados à comunicação e design - usabilidade, navegação, acessibilidade, design visual, interacção, informação, pedagogia - de modo a produzir conteúdos apelativos e a cativar o aluno/formando, cumprindo igualmente os objectivos para os quais foram idealizados;
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Os LMS (Learning Management Systems) não são repositórios digitais mas são usados muitas vezes apenas como tal;
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O e-learning não vive sem tecnologia mas também não vive sem pedagogia;
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A “distância tecnológica” entre formador e os formandos pode desvanecer-se com a utilização expedita da tecnologia;
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Curiosa definição sucinta das diferentes versões do e-learning:
e-learning 0.0: auto-formação ou formação unidireccional
e-learning 1.0: formador + formandos ou formação bidireccional; moderação
e-learning 2.0: comundidades de aprendizagem
e-learning 3.0: I-learning - MyLearning -
As tecnologias não devem condicionar a aprendizagem; devem criar condições para que se aprenda sem se perceber a sua presença; o caminho passará pelos sistemas adaptativos que se adequam ao utilizador;
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É preciso desenvolver ferramentas que possam ser integradas na vida das pessoas;
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Num cenário de e-learning, é preferível utilizar menos ferramentas diferenciadas; caso contrário, corre-se o risco dos formandos perderam mais tempo a aprender as ferramentas do que o conteúdo;
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É imprescindível que a preocupação com as ferramentas não nos faça perder a noção dos objectivos a alcançar;
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Os alunos são “activos digitais”; não estão preocupados com as ferramentas; eles megulham nelas;
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O professor dá algo mais do que o Google e a Wikipedia podem dar;
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O ciclo da procura da informação/conhecimento:
Onde obter » Validar » Compreender » INFORMAÇÃO/CONHECIMENTO » Aplicar/Difundir -
O Second Life (SL) não é a plataforma ideal para repositório de conteúdos mas tem um potencial enorme de interacção entre os alunos e entre estes e os docentes;
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Bolonha representa uma carga muito grande de trabalho não presencial; por isso, o acompanhamento dos alunos nessa fase é importantíssimo;
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Num dado instante, os visitantes de um determinado sítio web não sabem habitualmente quem são os outros visitantes que nesse mesmo instante partilham consigo a visita; isso não acontece no SL, os visitantes sabem e podem interagir com eles
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No SL, existe uma diluição dos papéis de docente e aluno no contexto educacional o que favorece a sua interacção;
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Temos de evoluir de um ensino a distância para uma aprendizagem a distância;
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The Changing Intraweb - Gary Hayes
Web 1.0 (push) » Web 2.0 (share) » Web 3.0 (live)
As comunicações e os debates foram muito interessantes e esclarecedores e fizeram germinar já algumas ideias.
A organização teve ainda a amabilidade de oferecer a todos os participantes duas prendas excelentes: um CD-ROM com a ”Ferramenta de Concepção de E-Conteúdos para E-Learning” e o livro “E-Conteúdos para E-Formadores”.
Mais informação sobre este seminário ou sobre outros temas relacionados com o e-learning podem ser encontrados no Centro E-Learning da TecMinho.
Nota: post cruzado com O Canto do PIGeCo

20 Março 2008 às 14:36
[...] Apresentações do Seminário “e-Learning 2.0 - Inovação e Pedagogia” 20 Março 2008 — Lino Oliveira A TecMinho/Gabinete de Formação Contínua da Universidade do Minho promoveu, no passado mês de Fevereiro, o Seminário “e-Learning 2.0 - Inovação e Pedagogia” no Centro de Congressos da Exponor, conforme vos dei conta aqui. [...]