Avaliação da Aprendizagem em e-learning – notas pessoais

Não sei se já alguma vez disse isto aqui: gosto muito dos eventos da TecMinho. A organização é muito boa e os oradores são sempre excelentes.

Pois isso aconteceu mais uma vez na 5ª conferência e-learning subordinada ao tema “Avaliação da Aprendizagem em e-learning“.

As comunicações e respectivos oradores foram os seguintes:

  • Opção online para avaliação da aprendizagem de Medicina Na Universidade do Minho
    Manuel João Costa – Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho
  • Sistema integrado de avaliação on-line
    Isabel Neto e Rui Costa – Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior
  • eLearning@UP: Exame Final
    Margarida Amaral (GATIUP) e Daniel Moura (Faculdade de Medicina), Universidade do Porto
  • Avaliação em e-learning: nada de novo debaixo do Sol
    João Gouveia, ESE de Paula Frassinetti
  • Curso de Formação de Professores a Distância IEP-UM / UNICEF-MALDIVAS
    Bento Silva e Laurinda Leite, Instituto de Educação e Psicologia – Universidade do Minho
  • E-assessment através da participação online: O caso do Mestrado em Multimédia em Educação
    Ana Balula Dias, Universidade de Aveiro
  • Avaliação no Ensino Superior a Distância: o caso do IPLeiria
    Nelson Jorge e Manuela Francisco, Instituto Politécnico de Leiria

Como faço habitualmente, deixo-vos algumas das minhas notas:

  • É fundamental sabermos o que queremos avaliar para sabermos o que queremos alcançar com o e-learning;
  • Usar a avaliação para diagnosticar, aprender, aprendizagem “test-enhaced”, conduzir, garantir, extrair consequências (“carga” académica, “carga” administrativa);
  • A avaliação tem de ter: validade, reliability, impacto educativo, exequibilidade, aceitabilidade;
  • A avaliação online tem de ter: fidelidade, equivalência, segurança;
  • Há poucos artigos sobre assessment+e-learning; será que isto quer dizer que há pouca investigação na área?
  • Avaliação online tem grande potencial para avaliação formativa, é possível na avaliação escrita e é prematura na avaliação para simulação;
  • Casos apresentados para avaliar:
    • Conhecimentos: perguntas de escolha múltipla com análise posterior de índices de dificuldades e descriminação;
    • Aptidões: definição de uma grelha de aprendizagem e avaliação baseada na mesma grelha;
    • Atitudes: pontualidade, relação com os colegas e docente, capacidade de trabalho em grupo, etc.;
    • Competências: portfolios;
  • É importante que seja feita avaliação do processo pedagógico por parte dos alunos (poderá ser feito através de inquéritos online);
  • Testes online: os alunos gostam do facto de poderem saber a nota logo após a realização do teste; aumento de alunos inscritos para melhoria de nota;
  • É muito importante existir apoio aos docentes, prestado por um gabinte de apoio institucional que estude previamente e a fundo as funcionalidade do software colocado à disposição dos docentes;
  • Avaliação individual da qualidade das perguntas;
  • Possibilidade do alunos contestarem a qualidade das perguntas;
  • Não temos boas nem más perguntas; temos boas perguntas para um determinado nível de preparação dos alunos;
  • Não é possível fazer um bom exame para todos os estudantes -> solução ideal: testes adaptativos (computerized adptative test – CAT);
  • Uma boa estratégia para ultrapassar a dificuldade de construir um base de dados com muitas perguntas é solicitar aos alunos recomendações para perguntas de escolha múltipla;
  • A análise da probabilidade e informação de cada pergunta é uma boa análise para a qualidade do teste (curva de informação total do teste);
  • Quando estamos a avaliar um aluno não podemos confundir esforço com sofrimento;
  • Megatendências na avaliação: competências e produção complexas, feedback oportuno e de qualidade, auto-avaliação, integração da avaliação nas aprendizagens:
  • auto-correcção        –>  auto-avaliação      –>  auto-regulação
    verificar respostas          refazer respostas          portfolios
  • Outros instrumentos de avaliação: listas de verificação (pouco importante) e grelhas de avaliação;
  • Grelhas de avaliação:
    • Criar tarefa;
    • Determinar os critérios (é prejudicial um número elevado) com independência e pertinência;
    • Conceber escalas de apreciação:
      • escalas uniformes – inconvenientes: conduzem a avaliação normativa, geradoras de ambiguidade);
      • escala descritiva – apresentar uma descrição para cada escala;
      • escala descritiva global – importante mas muito pouco usada;
  • Dificuldade na definição de objectivos – compromete a definição e avaliação de competências;
  • Os objectivos não se reflectem, muitas vezes, na avaliação;
  • Há preocupação no fornecimento oportuno de feedback  aos alunos mas não quanto à qualidade desse feedback;
  • Faz todo o sentido que a Instituições de Ensino Superior participem na Formação de Formadores;
  • Valorização da progressão na aprendizagem na avaliação final e não apenas o “resultado” final, tendo em conta o “factor humano”;
  • O sucesso da actividade online depende muito da participação activa do docente na dinamização da participação online dos alunos;
  • Modelo pedagógico usado no IPLeiria: design instrucional, comunidade de aprendizagem, acessibilidade
  • Redução do número de actividade  –> aumento da ponderação de cada  –>  maior motivação dos alunos;
  • Ferramentas Web 2.0 na avaliação  –>  Avaliação 2.0 ?

Algumas das ideias que foram apresentadas são usadas por mim, de certo modo, na minha actividade de docente. Mas a qualidade das apresentações e dos seus oradores e a discussão interessante que se lhes seguiu, favorece (favoreceu) o fervilhar de novas ideias ou de maneiras diferentes que aplicarmos as que já usamos. É por isso que estas conferências nos ajudam a crescer. E esta em particular contribuiu muito para isso.

O Paulo Simões fez um acompanhamento em tempo real no seu twiter. Quem quiser ler ou recordar esta sessão poderá fazer uma pesquisa  no twitter usando a tag #qualifica.

Se tudo correr bem, lá estarei na 6ª Conferência da TecMinho. Não sei qual será o tema nem quem serão os oradores. Uma coisa é certeza: voltará a valer a pena assitir, tal como as anteriores.

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8 Respostas para “Avaliação da Aprendizagem em e-learning – notas pessoais”

  1. exequibilidade.net - Avaliação da Aprendizagem em e-learning - notas pessoais « Web 2.0 PT Diz:

    [...] reliability, impacto educativo, exequibilidade, aceitabilidade; … Veja o post completo clicando aqui. Post indexado de: [...]

  2. Paulo Simões Diz:

    Obrigado pela referência…
    Excelente resumo

  3. Lino Oliveira Diz:

    Obrigado Paulo.
    Mas penso que é imprescindível complementar o meu resumo com a “gravação” em tempo real dos acontecimentos que fez no seu twitter, para se poder ter uma noção mais próxima do que aconteceu na conferência.

  4. Paulo Simões Diz:

    Obviamente concordo, Lino.
    Um evento deste tipo tem de ter várias ferramentas que se deveriam complementar: transmissão vídeo, twitter em directo com texto e fotografia, por exemplo.
    Fica para a próxima…digo eu…

  5. Nelson Jorge Diz:

    Os meus parabéns aos dois! :-) Excelentes registos. Um abraço.

  6. Unidade de Ensino a Distância » Arquivo do Blogue » Ecos da avaliação Diz:

    [...] 17 de February de 2009 Sem traduções Ficam aqui os excelentes registos do Paulo Simões e do Lino Oliveira sobre a V Conferência e-Learning da TecMinho com o tema “Avaliação da Aprendizagem em [...]

  7. Avaliação da Aprendizagem em e-learning « O meu mestrado Diz:

    [...] Aqui encontra-se um resumo com algumas notas, de leitura obrigatória. [...]

  8. Avaliação da Aprendizagem em e-learning - apresentações disponíveis « Web 2.0 PT Diz:

    [...] Avaliação da Aprendizagem em e-learning – notas pessoais [...]


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